quarta-feira, 17 de junho de 2009

Moção de Censura ao Governo


O CDS-PP confronta esta quarta-feira o Governo com uma moção de censura destinada a demonstrar “os erros próprios” do executivo e a “apresentar alternativas”, uma iniciativa que terá chumbo assegurado por parte da maioria socialista. O vice-presidente da bancada parlamentar do CDS-PP e porta-voz dos democratas-cristãos, Pedro Mota Soares, justifica a apresentação da moção de censura com a necessidade “confrontar o Governo com os seus erros próprios” que são “erros de fundo não de forma” e “de conteúdo e não de comunicação”.
“O Governo escolheu uma política de grandes obras públicas em vez de estimular as pequenas e médias empresas e isso é um erro. O Governo escolheu retirar autoridade aos professores e hostilizá-los e isso foi um erro”, exemplificou. Por outro lado, o objectivo do CDS-PP é apresentar “um caminho alternativo e diferente” quando faltam três meses para as eleições legislativas.
Essa ideia já tinha sido transmitida pelo líder do CDS-PP, Paulo Portas, que defendeu que a apresentação de um moção de censura no Parlamento se justifica para "dar voz à censura" que os portugueses expressaram nas urnas nas eleições europeias de 7 de Junho.
“As pessoas sabem o mal que estão e por isso censuraram o governo [nas eleições europeias]. O CDS deve marcar a diferença não apenas dizendo o que está mal mas o que faria de melhor e diferente, e aquilo que pode propor ao país agora que vai ser feita uma escolha responsável do ponto de vista do Governo”, afirmou o líder do CDS-PP, Paulo Portas.
A anterior moção de censura apresentada pelo CDS-PP ao executivo socialista, em Junho passado, foi votada favoravelmente apenas pelos deputados democratas-cristãos, reunindo a abstenção das restantes bancadas da oposição e o voto contra da maioria absoluta do PS.

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